Próteses Glúteas 

 

 

 

 

  Os avanços na cirurgia plástica estão ampliando cada vez mais os recursos à disposição da especialidade, possibilitando corrirgir regiões do corpo até então não tratadas, dando-lhes beleza e harmonia.

  Com o advento da lipoaspiração na década de 80, o enxerto de gordura realizado nas camadas profundas das nádegas possibilitou o tratamento dessas áreas apagadas, caídas ou com pouca projeção.

  Esse método ainda é o de eleição quando existe gordura e as necessidades de projeção não são tão importantes.

  Pode-se aqui também realizar mais de uma sessão para atingirmos nossos objetivos.

  O cirurgião sul-americano González-Ulloa desenvolveu há cerca de quinze anos atrás a técnica da plástica dos glúteos através da colocação de próteses de silicone semelhantes às utilizadas para a mamoplastia de aumento.

  A gluteoplastia consiste na colocação de uma prótese de gel coesivo na forma oval ou redonda por meio de uma incisão de cinco a sete centímetros no sulco interglúteo.

  Prepara-se uma loja que fica em baixo do músculo glúteo maior.

Marcação

  Marca-se a paciente na posição sentada e a prótese é colocada de modo em que não há incômodo de sentar; e em algumas semanas ela integra-se de tal maneira ao corpo que não há possibilidades de visualizar a prótese no local, dando harmonia e beleza à região.

  Nos primeiros quatorze dias, a paciente deve evitar sentar-se sobre as próteses.

  A incisão para a colocação localiza-se no sulco interglúteo, local em que normalmente forma boa cicatriz. Pela técnica da colocação, há poucas

possibilidades de deslocamento e também é rara a ruptura. O invólucro da prótese é consistente e o gel no seu interior é coesivo, dificultando a migração numa eventual ruptura.

Anestesia

  Normalmente, utiliza-se a anestesia geral para o procedimento mas à critério do anestesista pode também ser utilizada a peridural. A cirurgia é realizada em hospital e a paciente permanece internada por um dia e deverá dormir de bruços por dez dias. A modelagem glútea permanece por cinco dias e é importante uma cinta modeladora de boa qualidade que dá conforto no pós-operatório.

  Em geral, não há necessidade de colocação de drenos, pois na loja intramuscular ou submuscular que criamos, o sangramento é mínimo.

Tamanhos de próteses e formatos

  Existem próteses nos tamanhos 160cc a 450cc. O volume utilizado depende do biotipo da paciente e normalmente situa-se na média de 300cc. Tanto o formato redondo como o oval existem em todos tamanhos.

Intercorrências

  Como em toda a cirurgia, podem ocorrer assimetrias, sangramentos, infecções, seromas e, em alguns casos, dor no local por um período mais prolongado.

  Quando o procedimento é feito com agilidade e presteza, é raro não conseguirmos o objetivo final, que é a harmonia, a naturalidade e a beleza da região glútea tratada. Por vezes, a paciente poderá prolongar o seu repouso pós-operatório para lograrmos um bom resultado. Todas essas colocações devem ser informadas na consulta inicial, caso seja necessário afastamento de suas atividades por um período maior.

O que devemos enfatizar na entrevista?

  A paciente deve ser esclarecida de todos os detalhes da cirurgia plástica.

  A prótese glútea somente projeta a nádega propriamente dita, assim que depressões na face lateral das pernas, entidade frequente, não poderá ser corrigida com a prótese. Entretanto, se existe gordura localizada em área do corpo a tratar, podemos usar o enxerto de gordura para esculpir esta área com bons resultados. Realizamos com certa frequência a cirurgia da inclusão de prótese combinada a lipo e/ou também enxerto de gordura. Nádegas com pele muito flácida, por vezes, apresentam um resultado limitado, pois a prótese não pode corrigir a nádega acometida de flacidez severa.

  Em certos casos, há também a necessidade de remover excesso de pele no sulco glúteo para corrigir áreas em que não podemos corrigir com a prótese.

  

 

ARTIGO RETIRADO DO LIVRO: CIRURGIA PLÁSTICA, INFORMAÇÕES CIENTÍFICAS PARA LEIGOS, TENDO COMO EDITOR O DOUTOR NELSON HELLER.