Abdominoplastia

A Cirurgia Plástica Abdominal

 

  Ter uma barriguinha em forma é uma das principais preocupações estéticas dos brasileiros. Homens e mulheres recorrem às academias de ginástica e aos consultórios de cirurgia plástica, buscando melhorar a aparência de seus abdomens. Hoje, mais do que nunca, a região abdominal tanto de homens como de mulheres, é exposta com muita frequência.

  Ver um abdômen plano, esculturado, sem sobras de pele ou excessos de gordura e com musculatura trabalhada, nos induz a ideia de uma pessoa saudável, ou de hábitos saudáveis, e que pode gerar admiração, atração, magnetismo. Pesquisas de opinião sobre quais são as partes mais atraentes do corpo humano, demonstram a grande importância que é dada à região abdominal na estética corporal.

  São basicamente três os principais fatores envolvidos nas deformidades da estética abdominal: os acúmulos de gordura, a musculatura e a pele. Analisando um a um desses fatores, explicaremos ao leitor como se determina e quais são os tipos mais frequentes de tratamento para cada um deles, assim como, a cirurgia mais indicada, seu alcance e suas limitações.

  Não são rígidos os limites. Porém, frequentemente encontramos situações limítrofes e a discussão clara e franca com o paciente do custo-benefício de cada tipo de intervenção é indispensável, é essencial.

  Levamos em conta, em primeiro lugar, o ganho que o nosso paciente poderá obter em termos de formas, isto é, o embelezamento do contorno corporal. É fundamental considerar o comprimento das cicatrizes e sempre que possível, avaliar a qualidade cicatricial de cada paciente, através da análise de cicatrizes pré-existentes. Assim também como o período de internação e recuperação e o custo financeiro de cada tipo de cirurgia.

  A cirurgia abdominal pode variar desde pequenos espessamentos do panículo subcutâneo (as gordurinhas localizadas) a casos maiores de gordura localizada ainda não associados à obesidade, ou os casos de sobrepeso, obesidade mórbida.

  Nos casos de sobrepeso e obesidade, a cirurgia plástica sozinha muitas vezes não é o suficiente. Mudanças na dieta e atividade física são de fundamental importância para um resultado final realmente satisfatório. O ganho de peso no pós-operatório, frequentemente prejudica o resultado da cirurgia.

  A musculatura abdominal é de fundamental importância para um resultado final realmente satisfatório. O ganho de peso pós-operatório, frequentemente prejudica o resultado da cirurgia. 

  A musculatura abdominal é de fundamental importância na estética abdominal. As gestações únicas, múltiplas, gemeares, associadas ou não ao ganho excessivo de peso, a obesidade, ou fatores genéticos ou constitucionais de cada indivíduo, podem levar a uma dilatação interna do abdômen. A consequência é a distensão da linha média do abdômen e separação ou afastamento das boras médias dos músculos retos abdominais, o que, dependendo do grau, deve ser corrigido cirurgicamente por uma costura de reaproximação dos músculos na linha média, restabelecendo a posição ideal destes, possibilitando uma melhor função da sustentação das vísceras e um abdômen plano.

  Uma musculatura flácida, não trabalhada, leva a um abdômen globoso, projetado, caído, até mesmo em pessoas magras. O cuidado postural é básico para a estética abdominal. O fortalecimento e encurtamento dos músculos retos abdominais e oblíquos, através de exercícios dirigidos e cuidados posturais, é que darão aquele "algo mais" que faz a diferença.

  A qualidade e quantidade de pele é basicamente o que determina "o tamanho do corte" de uma cirurgia. Ou seja, a qualidade elástica da pele do ponto de vista de retração, está muitas vezes relacionada à presença ou não de estrias e à quantidade e localização das mesmas. As estrias são o resultado do rompimento das fibras elásticas da pele e prejudicam em muito o aspecto cosmético. E a quantidade excessiva de pele que causa flacidez e dobras indesejáveis e antiestéticas, são prejudiciais inclusive sob o ponto de vista de higiene e conforto.

  É a soma de todos esses fatores que basicamente determina o tipo de cirurgia mais indicada para cada caso.

 

  

 

Lipoaspiração Abdominal

  Teve seu início nos anos 80, com os trabalhos do Dr. Illous na França e Dr. Fischer na Itália, e logo chegou ao Brasil. Desde então, cirurgiões plásticos como os Drs. Evaldo Boliar de Souza Pinto e Luiz Toledo, e muitos outros especialistas brasileiros têm dado várias contribuições ao aperfeiçoamento da técnica, que é hoje a mais realizada no mundo.

  A lipoaspiração abdominal, nas suas melhores indicações, visa o tratamento de gorduras localizadas na região abdominal, em pacientes preferentemente no peso ideal, com pele de boa capacidade de retração e sem afastamentos musculares.

  Pode também ser usada para o tratamento de situações maiores que apresentam pequeno excesso de pele, mostrando resultados bastante satisfatórios. Há, porém limitações porque a lipoaspiração não contribui de forma eficaz para o tratamento da flacidez ou para a remoção de estrias, pois não retira pele, e não age sobre a musculatura. Apresenta a vantagem de deixar cicatrizes mínimas e ter um período curto de recuperação.

Mini-Abdominoplastia

  A cirurgia plástica dos anos 80 e 90 se caracterizou pela busca de redução do tamanho das cicatrizes. Devido a novos e saudáveis hábitos de vida, numa boa parte da população feminina, as deformidades corporais e, principalmente, as abdominais passaram a ser menores, com menos sobras de pele, pele com elasticidade preservada e menos danificada por estrias. Isto é, foram desenvolvidas cirurgias para tratar pacientes que apresentassem pele com uma boa capacidade de retração e acomodação.

  O cirurgião plástico gaúcho, Dr. Ronildo Storck, deu grande contribuições a essa técnica. A mini-abdominoplastia visa a retirada de pequeno fuso de pele da região abdominal inferior, deixando uma cicatriz transversal baixa, tão pequena ou grande quanto pequeno ou grande for o segmento de pele a ser retirado. Pode ser associada à lipoaspiração e está indicada para pacientes que apresentam implantação alta do umbigo, de modo que a retirada de pele no abdômen inferior não cause um rebaixamento excessivo da posição do umbigo, o que traria estranheza visual na anatomia abdominal.

Abdominoplastia Clássica

  A mais antiga delas, porém ainda muito usada, a abdominoplastia clássica, teve suas origens na cirurgia reparadora, para o tratamento do abdômen em avental. No início, visava apenas retirar a dobra de pele na altura do púbis. Recebeu a contribuição e aperfeiçoamento do Dr. Pitanguy e outros cirurgiões brasileiros e se consagrou como o tratamento de eleição para as deformidades abdominais médias e grandes.

  É a cirurgia que proporciona o tratamento dos excessos de pele e a correção dos músculos abdominais, deixando uma cicatriz que pode ser localizada na "linha do biquíni", seguindo a linha inguinal (dobra da virilha) da crista ilíaca à crista ilíaca ("de osso a osso").

  A qualidade e a aparência estética da cicatriz não dependem apenas do cirurgião, pois é resultado também da biologia cicatricial de cada paciente. 

  As cicatrizes resultantes de cirurgia desse porte, realizadas satisfatoriamente em paciente com boa biologia cicatricial, tornam-se quase invisíveis com o passar dos anos. 

  A plástica do abdômen é uma das cirurgias plásticas que mais satisfação traz aos pacientes, quando bem sucedidas. Mas, também, pode dar lugar a muitos dissabores quando não realizadas por mãos hábeis e bem treinadas, ou quando a biologia do paciente leva a formação de queloide. Ou ainda, quando alguns pacientes desobedecem às orientações médicas e cometem exageros e/ou fumam no pós-operatório.

  Os cuidados pós-operatórios adequados e indicados por cada cirurgião plástico são fundamentais para uma boa evolução da cirurgia plástica abdominal.

 

A seguir vamos mostrar a abdominoplastia (plástica do abdômen) em esquema: